a minha linfocintigrafia


Já aqui falei de um dos meus marcos: a minha erisepela por, aquela, me ter feito mudar a postura de vida. Mas, ainda não falei de um outro marco, que foi a (re)confirmação do meu linfedema primário: a minha linfocintigrafia.

Eu já sabia que tinha linfedema, o meu médico já o tinha referido ao primeiro olhar. No entanto, só bem mais tarde, em 2008, fiz a linfocintigrafia.

Lembro-me que ia expectante, não fazia a mínima ideia do que iria acontecer, apenas sabia que era um exame que iria demorar horas e logo isso deixa-nos um pouco...

Normalmente perguntam-me se foi um exame muito difícil. E, na verdade, não posso dizer que é simpático sermos injectados, com um radio-fármaco, no espaço interdigital, de ambos os pés. Mas, também não posso dizer que foi insuportável. Confesso que, ao fim destes anos, consigo lembrar-me mais facilmente de toda a empatia que a equipa do IPO, onde fiz o exame, conseguiu criar à minha volta do que propriamente os incómodos deste demorado exame.

Quando o relatório chegou ficou (re)confirmada a "hipoplasia linfática bilateral. com importante compromisso à esquerda".

Actualmente é a  minha perna direita que está mais disforme. Não sei se há uma relação directa entre o resultado do exame e a observação da volumetria das pernas, nunca falei nisso com o meu médico.  Mas uma coisa parece de senso comum: as várias erisepelas  que já tive agravaram, sem dúvida, o volume da minha perna direita.

Manuela

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Manuela (L de linfa)