ANDLinfa esteve no 26th World Congress of Lymphology



A ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos teve oportunidade de estar presente no 26th World Congress of Lymphology que decorreu de 25 a 29 de setembro pp, em Barcelona.

Durante o Congresso houve uma  oportunidade para os doentes poderem interagir e para as Associações ali representadas (Euskoadelprise, FEDEAL - ambas Españha -, LE&RN -USA;, ANDLinfa -Portugal, Internatinal Lymphoedema Framework - representada pela Prof Neil Piller - Austrália, Lipoedema UK darem a conhecer os trabalhos que estão a ser desenvolvidos nos respectivos países, bem como aferir como podem organizar-se para um esforço conjunto de reconhecimento das patologias.

O Linfedema foi abordado no contexto do Exercício Clínico em Oncologia





















A ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos teve o privilégio de estar presente na Clínica das Conchas para assistir à acção de formação orientada pela Fta Sofia Jordão, sob o tema Exercício Clinico em Oncologia. Os exercicios no contexto de linfedema foram, como não podiam deixar de ser, também abordados.

Prof Fátima Ramalho - um verdadeiro apoio

Quem segue este blog sabe que o Nordic Walking | Caminhada Nórdica é aqui falado com carinho. O que talvez não saibam é que, esta semana, mais um passo foi dado com a publicação de um artigo na Sport Life...  "step by step" vamos começando a dar visibilidade a este exercício benéfico para os doentes de linfedema e lipedema.

página 81 da Sport Life nº 176, 2017
Se tiveram oportunidade de comprar a revista da Sport Life, deste trimestre, podem verificar que no final vêm "agradecimentos". Um dos apoios mencionados, sob este titulo, é endereçado à ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos e, eventualmente, ao aperceberem-se desta referência terão um franzir de sobrancelha, que encerrá uma interrogação sobre o porquê


Vamos lá  agarrar nos bastões e perceber esta origem:



Tomei conhecimento do Nordic Walking no meu primeiro internamento na Alemanha, em 2013, não conhecia esta forma de caminhar e apercebi-me, pesquisando, que em Portugal também não estava divulgada. "Googlei" bastante para me informar e, sobretudo, para aferir uma hipótese, orientação técnica, em Portugal. Os resultados das várias pesquisas não levaram a qualquer conclusão, ou conduziram-me a falsas expectativas.

Desistir ainda não faz parte do meu vocabulário e, mais tarde, tive o privilégio de falar com o Senhor Luis, do Nordic Walking Fátima. A forma como o responsável do Nordic Walking Fátima falava da Caminhada Nórdica era motivadora, mas a nossa distância geográfica inviabilizou um projecto comum.

Ao andar com bastões por Lisboa, fazendo o percurso casa/trabalho/casa, não podia passar incógnita... os comentários eram imensos, fazendo-me abrandar  o ritmo para, conversando com quem "mandava a boca", explicar, de uma forma didáctica, que "não estava a nevar", "não andava de bengalas" e que, decerto, Lisboa apenas tinha colinas e não montanhas!!

Um belo dia a Aurora, uma colega de trabalho sempre bem disposta, atenciosa e muito prestável, alertou-me para um post no FB, onde alguém também caminhava com uns "pauzinhos" como os que eu usava!!  Perante este alerta não tive qualquer dúvida e de imediato agarrei no telefone. Este meu gesto determinado levou-me ao encontro de uma mulher incrível: a prof Fátima Ramalho.

Desde aquele momento a professora Fátima Ramalho, a quem os seus alunos tratam, num tom onde se sente muito carinho, simplesmente por "professora", tem ajudado os doente de linfedema e lipedema a encontrar respostas, na área do exercício.

Os trabalhos que temos feito em conjunto não vou aqui enumerá-los,  estes podem ser lidos no separador da Caminhada Nórdica.  No entanto, cabe aqui referir que foi através desta  professora que conheci a Escola Superior de Desporto de Rio Maior, os alunos que, tal como ela, dão bom nome àquela instituição, os Fisiologistas Rodrigo Ruivo e Rúben Francisco. E, ainda, é com ela que tenho o prazer de estar a trabalhar num projecto inédito no nosso pais na área do NW.  A propósito deste projecto, que me é querido, sinto que posso acrescentar aqui os nomes das Fisiatras Sandra Miguel, Fernanda Gabriel, do Fisioterapeuta Filipe Pereira, do Fisiologista Rúben Francisco porque creio que não me enganarei se disser que qualquer um de nós  reconhece o profissionalismo da Fisiologista Fátima Ramalho

Sport Life set|out|nov 2017, páginas 78 a 81

Treino de Força vs Estudos - Opinião do Fta Nuno Duarte

Fta Nuno Duarte
Sobre o último post aqui publicado a Fisiterapeuta Nuno Duarte escreveu:

"Penso que a divulgação de resultados de estudos que poderão ter uma influência direta na qualidade de vida de milhares de pessoas, deve ser feita de forma responsável, quero dizer, ponderada. Apenas para não ter o efeito contrário ao pretendido. Faço esta afirmação porque muitas pessoas poderão não ter o cuidado de ler o artigo na íntegra e outras poderão não ter a informação necessária para realizar uma leitura crítica do mesmo.
Este estudo (à semelhança de outros) tem demasiadas limitações, como o desenho do estudo, a dimensão da amostra, a falta de aleatorização na seleção dos participantes…o que leva a que tenhamos que ser muito prudentes na leitura dos resultados. 

De facto, os autores do estudo têm esse cuidado quando afirmam que o exercício físico (nos doentes oncológicos) não terá qualquer contraindicação quando devidamente prescrito e supervisionado. Na realidade, as guidelines internacionais para o exercício físico no doente oncológico, determinam que em determinadas condições o exercício deva ser supervisionado por um profissional de saúde com formação na área da oncologia. A prática de exercício físico no doente oncológico, à semelhança do que é proposto para a restante população, tem benefícios, contudo, deve-se ter em conta alguns fatores, como o tipo de cirurgia (caso seja aplicável), os efeitos das terapias oncológicas (radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, hormonoterapia), a eventual presença de metástases, a existência de cateteres (periféricos e centrais) ... Caso não seja realizada essa ponderação, poderão existir alguns riscos.

Por esse motivo, é muito difícil generalizar, é muito arriscado passar a ideia de que não existem contraindicações. Cada sobrevivente de cancro, tem um historial próprio.

Voltando ao estudo, penso que é importante referir que a amostra foi constituída por um grupo de mulheres com cancro da mama (voluntárias), com um tempo médio de diagnóstico de 87 meses (aproximadamente 7 anos). A maioria das doentes não apresentava linfedema (apenas 3 tinham). Na verdade, esse grupo de doentes (a maioria das quais sem edema após 7 anos de diagnóstico) poderia ter um excelente capital linfático (ótima função linfática, vias de substituição linfática…), o que poderá explicar a capacidade de serem submetidas a grandes cargas sem qualquer tipo de consequência. Como o estudo não foi aleatorizado, poderemos sempre levantar essas questões"

Nuno Duarte
Fisioterapeuta no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil


O estudo mencionado no post anterior encontra-se aqui 

Nuno Duarte -
Licenciatura em Fisioterapia; Mestrado em Gestão de Organizações de Saúde; Doutoramento em Saúde Pública na especialidade de Epidemiologia; Fisioterapeuta Coordenador do SMFR do IPOLFG; Docente convidado da Escola Superior de Saúde do Alcoitão na área da Terapia Linfática Descongestiva/Fisioterapia em Oncologia; Docente convidado da Faculdade de Medicina de Hannover no projecto “PoLyEurope Postgraduate Lymphology Training in Europe” entre 2008 e 2015; Membro da Sociedade Europeia de Linfologia

Treino de Força - Linfedema | Cancro

Fisiologista Rúben Francisco
Foi através da prof Fátima Ramalho, ESDRM|Escola Superior de Desporto de Rio Maior, que tive o privilégio de conhecer o Fisiologista Rúben Francisco. O apoio que este técnico do Desporto tem dado aos doentes com linfedema e lipedema tem sido muito atento, muito profissional e a troca de informação entre nós já é uma linguagem usual, cooperante. 

Esta manhã o Fisiologista Rúben Francisco direccionou-me para um post  do FB sob o título "Treino de força e cancro? Seguro? Recomendável?".  A determinado momento, nesse post,  podemos ler:

"...Um exemplo comum destes casos é a ocorrência de linfedema no contexto do cancro da mama. Num estudo recente (referência e link abaixo), Simonavice et al. (2017) conduziu um programa de treino de força de 6 meses envolvendo grandes grupos musculares em mulheres (64 ± 7 anos de idade) sobreviventes de cancro da mama. A circunferência do braço foi avaliada para medir o aumento hipotético do linfedema. Não só não houve agravamento do linfedema nem a ocorrência de quaisquer outros eventos adversos, como o programa de treino de força resultou em aumento da força muscular, função física e qualidade de vida. Isso está de acordo com outros relatórios que mostram que os sobreviventes de cancro de mama podem e devem integrar programas de treino de força com intensidades moderada a alta para melhorar a força muscular, massa magra e densidade mineral óssea."

O estudo que por eles é referido encontra-se aqui e o post é o que podem ter acesso abaixo

sugere-se ainda a leitura do post Treino de Força vs Estudos - a opinião do Fisioterapeuta Nuno Duarte