Mecanismos do Linfedema Primário

Pia Ostergaard, MD
O foco de investigação da Dr Pia Ostergaard está no sistema linfático

"Existem numerosos pacientes com Linfedema Primário onde uma causa genética ainda está por ser identificada.

A identificação de outros genes causadores de doenças é crucial para a compreensão das vias moleculares e mecanismos envolvidos na doença e, em última análise, levará à formação de tratamentos novos e mais eficazes. Os avanços genéticos no Linfedema Primário também beneficiarão os pacientes através de um diagnóstico molecular preciso"

"Encontrar as causas genéticas da disfunção linfática no Linfedema Primário aumenta nossa compreensão do desenvolvimento do sistema linfático e os resultados alimentam as pesquisas básicas sobre o sistema linfovascular."

"O grupo de pesquisa do Dr. Ostergaard concentrou-se nas causas genéticas da insuficiência linfática.  Sete genes foram identificados recentemente por este grupo de investigadores: EPHB4, GATA2, GJA1, GJC2, KIF11, PIEZO1 e VEGFC em sete subclassificações fenotípicas clinicamente homogêneas de Linfedema Primário"

Partilho convosco o video da palestra da Dra Pia Ostergaard, que a Lymphatic Education & Research Network (LE&RN) publicou recentemente no seu canal do youtube, peço desculpa por não estar traduzido em português, mas espero que vos seja útil.



Fontes:
Lymphatic Education & Research Network (LE&RN)

A ANDLinfa esteve na Escola Secundária Miguel Torga

A convite da Escola Secundária Miguel Torga,   a ANDLinfa teve oportunidade de falar, sobre lipedema e linfedema, a  alunos do curso Técnico Auxiliar de Saúde. 

As patologias, a actividade da ANDLinfa, os testemunhos na primeira pessoa e  a situação nacional perante a doença foram o motivo para um  diálogo fluido  entre um excelente grupo de alunos interessados que, durante duas horas, interagiram com a Enf Rita Marques e Manuela Lourenço Marques, a que se juntou Maria João Carapinha, docente naquela Escola, também ela portadora de linfedema primário.



Lipedema -16 de junho Madrid

Com o mês do Lipedema a chamada de atenção para esta doença tão pouco conhecida é um dos pontos  fundamentais das associções de doentes.
No dia 16 de junho a ADALIPE vai dedicar uma manhã a reflectir multidisciplanarmente sobre Lipedema (programa abaixo).
 


Flora bacteriana na área genital em pacientes com linfedema de membros inferiores


No último número do Lymphatic Research and Biology, 24 de abril 2019, foi disponibilizado um estudo feito em 47 mulheres,  dos 36 aos 80 anos e onde 66% das mulheres tinham linfedema genital diagnosticado.

Este estudo, realizado no Japão, no JR Tokyo Hospital. teve como base o facto de pacientes com linfedema, especialmente aqueles com linfangiectasia genital, experimentam infeções repetidas embora as bactérias causadoras não são detectadas na maioria dos casos.

O estudo, efetuado pelos japoneses Hisako Hara, Makoto Mihara, pode ser visto no NCBI PubMed, para além de Mary Ann Liebert, Inc., publishers

Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se! | Nordic Walking

A minha experiência com Nordic Walking!

Sábado, 18 de Março, com a iniciativa da ANDLinfa, apoio da Plataforma Saúde em Diálogo, e parceria da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, realizou-se mais uma atividade em prol da saúde e bem estar, orientada por Afonso da Costa, da ESDRM, que tão profissionalmente explicou a técnica da Nordic Walking.

Rodeados pela paisagem do Parque Natural da Ria Formosa, em Faro, pouco passava das 9h da manhã quando o Afonso distribuiu os devidos bastões pelos participantes, mesmo à entrada do Ludo, local frequentado por amantes do desporto e da natureza. 

Já dizia o ditado: Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se! 

Com o stress do dia a dia, já pouco reparava na minha postura e na existência de alguns músculos do corpo, que se fizeram perceber ao longo da manhã. Senti o corpo todo a trabalhar e a mente a relaxar!  Não imaginava que uma caminhada com bastões pudesse ser tão desafiante a nível físico e tão descontraído a nível emocional.

Obrigada pelos ensinamentos e esforços que tornarem isto possível! 

maio 2019


Linfedema e os medicamentos ketoprofen e Ubeninex/Bestatin


"Com o tempo, o inchaço diminuiu. Não é uma cura. Não faz isso desaparecer, mas tem sido mais fácil cuidar da minha perna". disse Hanson

Hansom ainda usa as meias de compressão, mas estas são muito mais fáceis de puxar e a pressoterapia, nocturna, leva, agora, muito menos tempo do que costumava levar.

Este é o testemunho que se lê no artigo que  Tracie White  escreveu no passado mês de Outubro. 

Tracie, autora do post publicado no SCOPE, tem seguido o percurso de Stanley G Rockson, MD, e refere que nunca o sentiu tão entusiasmado como agora com a descoberta do medicamento  ketoprofen, que atua no caso dos linfedemas . Na verdade é muito raro que um cientista veja o resultado do seu trabalho. 

fonte: estudo piloto
O medicamento tem um estudo piloto já publicado e vem trazer uma luz de esperança a todos os doentes de linfedema que, por serem portadores de uma doença sem cura, passam a sua vida a fazer drenagem linfática, pressoterapia, a usar materiais de compressão... e, todos os dias, a tentar controlar o inchaço e a prevenir infecções.

Lisa Hanson, uma das doentes  participantes no estudo, foi alertada para os efeitos colaterais deste medicamento anti inflamatório  mas ela preferiu continuar (apesar dos riscos de efeitos gastrointestinais e cardiovasculares).

Enquanto isto, Rockson e Nicolls também continuam a estudar outro medicamento anti-inflamatório chamado Bestatin (também conhecido como Ubenimex) para o tratamento do linfedema. O estudo em que estavam envolvidos foi recentemente interrompido pela empresa devido a não evidências  de resultados. No entanto tanto Rocskon como Nicolls pretendem continuar as análises e os estudos, em Stanford, sobre o Ubenimex porque acreditam que este pode ser uma solução mais segura ou mais eficaz do que o Ketoprofen.

Fonte: aqui 

Emanuela, 34 anos anos, lipedema... lipoaspiração



Sou a Emanuela e tenho 34 anos.

As minhas dores e desconforto nas pernas começaram pela altura da adolescência,sendo que nessa altura ocorria só na semana da menstruação.

A partir dos 26 anos comecei a ganhar peso muito facilmente, justificado pelas mudanças normais da idade.

Comecei a preocupar-me mais com o que comia e a tomar os devidos cuidados.
Já nesta altura sentia muita fadiga, dores pelo corpo e um conjunto vasto de sintomas justificados após várias especialidades pela síndrome de Fibromialgia.
Fiz várias terapias, bem como regime para perca de gordura, mas cheguei a um ponto que estagnei.

Os sintomas da Fibromialgia foram sendo controlados ao longo dos anos e estabilizaram com ajuda de várias especialidades incluindo controlo hormonal, permitindo-me recuperar qualidade de vida.

No entanto, as dores das pernas intensificaram-se nos últimos 2 anos, sendo que no verão era uma tortura, pois o edema também era mais evidente. Ajudou alguns métodos para reduzir a retenção líquidos, mas algo não estava bem. Sentia que as minhas pernas estavam maiores, transformaram-se em “troncos” grossos, joelhos deformados e tornozelos que não tinham coragem de andar à vista, sempre escondidos atrás de calças largas.

Num dos grupos Fibromialgia, uma senhora partilhou que tinha recebido o diagnóstico lipedema relativo às pernas. Imediatamente fui pesquisar o que era e identifiquei-me com o que li.

Colocava as culpas das dores na Fibromialgia, mas muitas pessoas que conheço com a síndrome, não tem pernas grossas assim, pelo que abriu-se uma luz que poderia estar a sofrer do mesmo.

Passo seguinte foi procurar um especialista que pudesse confirmar o diagnóstico. Já tinha ido a 2 médicos de cirurgia vascular que apenas me recomendavam emagrecer primeiro nas pernas.

Encontrei a ANDLinfa que prontamente me indicou um especialista com conhecimento de lipedema.

Fez-me um estudo venoso e excluiu a possibilidade de problemas venosos, mas que com o lipedema na fase inicial do estágio 2, era recomendado travar a progressão de modo a evitar problemas futuros a nível vascular e linfático.

Deu-me o devido seguimento para a colega de cirurgia plástica que já tem tratado mais pessoas com lipedema.

Infelizmente, atualmente o SNS nem seguradoras comparticipam a cirurgia dado ser uma lipoaspiração considerada embelezamento estético, não se prevendo alterações a curto prazo na legislação.

Dado estar num dos estágios iniciais, no meu caso, uma cirurgia regredia a maior parte do problema, decidi avançar com recursos financeiros próprios.

Hoje, ao fim de 6 semanas após a lipoaspiração, e respectivos tratamentos de fisioterapia, estou muito contente, sem dores e bastante satisfeita por ter decidido avançar.

Há alguns cuidados que se deve manter, mas recuperei bastante qualidade de vida, mobilidade, energia e auto-estima.

Emanuela Ezequiel
lipedema

9º Seminário Desporto, Saúde e Cidadania 2019


No decorrer do dia de hoje teve lugar o 9º Seminário Desporto, Saúde e Cidadania, numa iniciativa do Ginásio Clube Português. Este ano foi abordado o exercício físico no doente com cancro.

Como se pode verificar no programa este seminário pode contar com técnicos da área da saude e do desporto de grande relevância profissional.

O exercício físico nos doentes de cancro de mama que desenvolvem linfedema foi uma das áreas abordadas na apresentação da Fisiatra Fernanda Gabriel, médica Fisiatra do Centro Hospitalar Lisboa Norte do Hospital de Santa Maria.

No Canal Saúde + falou-se de Linfedema

No passado dia 11 de março a ANDLinfa teve a oportunidade de estar no programa Saúde em Dia, do Canal Saúde+. O linfedema foi o tema daquele programa e para acompanhar a Associação esteve o cirurgião vascular João Vieira.

Aqui pode ouvir o que foi referido no Programa Saúde em Dia.











Lipedema - Conversas entre Doentes

Iniciaram, em Faro, as primeiras conversas entre doentes com lipedema. 

Esta iniciativa da ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos, na pessoa da sua associada Elisabete Flor, pretende, de uma forma informal, estimular o dialogo entre doentes, onde a partilha dos seus medos e das suas vitórias se pretende constante.

A ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos conta com a colaboração da Plataforma Saúde em Diálogo, bem como de profissionais que, também informalmente se juntarão à conversa.

Estas reuniões irão acontecer uma vez por mês,  sendo que à próxima conversa, 12 de abril, se juntará a Psicóloga Clínica Alda Martins, e os "Desafios Emocionais" serão o tema a abordar.

Se tem ou julga ter lipedema e reside em Faro esta é uma excelente oportunidade. Se não reside naquela cidade mas também quer participar nesta iniciativa contacte info@andlinfa.pt e decerto será bem recebida pelo grupo. Esta semana foi Braga que veio até Faro, graças às maravilhas da tecnologia.



Ter linfedema tem vantagens!

Não conhecia Yvonne Hudges, ela é australiana e autora do livro "One piece of advice" - um livro que ela própria gostaria de ter na sua cabeceira na altura que lhe foi diagnosticada a doença.

Yvonne Hudges é bacharel em Artes Criativas pela Universidade de Wollongong, mestre em Comunicação Pública e Relações Públicas pela Universidade de Westminster (Reino Unido) e, mais recentemente, mestre em Desenvolvimento Social (Desenvolvimento Comunitário) pela Universidade de New South Wales.

Mas,  o que me faz aqui referi-la é o post que esta escreveu no seu espaço, no passado dia 5. Yvonne Hudges inúmera, de uma forma sarcástica, as vantagens de ter linfedema e, numa tradução muito livre, deixo aqui os tópicos, como um espicaçar da vossa curiosidade sobre nossa antipoda:


O estado da Califórnia, EUA, reconheceu o dia 6 de março como Dia Mundial do Linfedema

É com agrado que vejo surgir mais um passo para o reconhecimento do Dia 6 de Março como o Dia Mundial do Linfedema.  Desta vez foi o estado da Califórnia, nos Estados Unidos que se juntou à causa que se pretende ser de reconhecimento mundial.

Julgo estar em sintonia com a maioria se referir que, um pouco por todo o globo, nota-se um crescendo de pessoas e/ou organismos que chamam a si este apelo para o Dia Mundial do Linfedema para que o dia 6 de março seja reconhecido  como o dia de chamada de atenção para esta patologia.

6 março - Dia Mundial do Linfedema

O dia 6 de março está a chegar e é tempo de nos juntarmos a uma só voz.
Use os Hastag e coloque visível o seu apoio nas redes que usa
Chame outros à causa! PARTILHE!

#lymphedema #limphoedema #linfedema #worldlymphedemaday#awareness #March6th #Portugal
#ANDLINFA

v-WINter international meeting in Phlebology, Lymphology & Aesthetics 2019

A Pernille é Italiana e já, aqui, tinha estado connosco. Desta vez vem partilhar connosco o Congresso em que participou deixando-nos a sua experiência e aprendizagem

Com tanta coisa para partilhar foi difícil, para a Pernille,  parar de escrever. Abaixo podem ler o texto na sua integra - sugiro que utilizem o google translate (ao lado direito), em caso de necessidade:


Pernille Henriksen
The v-WINter international meeting in Phlebology, Lymphology & Aesthetics was concluded with great success, under the chairmanship of Sergio Gianesini, surgeon of the University of Ferrara held recently in Cortina. 

The scientific event ran over 3 days and gathered 500 experts, in venous and lymphatic pathology, from more than 40 countries. The focus of the meeting was guidelines/evidence, nutrition, venous and lymphatic health, compression and sessions dedicated to regions of the world. 

There was a very in-depth analysis of the current guidelines and medical recommendations where an "under 40" had been given the task to research and find similarities and disparities among them while presenting to the "masters" for an open discussion with some very thought provoking questions. This analysis will be published in the Journal of Phlebology. 

Some of the challenges mentioned were that practice and consensus guidelines are published in many different journals, there are variations in recommendations (i.e. carotid disease has 32 guidelines and non agree), often based on opinion without grades, need frequent revision when new procedures are developed, expensive to produce, influenced by the industry, often not used by the clinicians. An important slide was talking about the appropriateness vs outcomes where appropriateness was the right doctor, the right patient, at the right time, with the right procedure in the right place. The speaker asked for international documents that were developed and endorsed by venous specialists and are consistent. With regards to writing the guidelines a different speaker asked for full sentences answering one clinical question, practical and clear messages, using proper wording, make it understandable and easy to read, avoid acronyms and defining subpopulations to whom it applies. An important slide, seen with the eyes of the patient was to select the appropriate panel which would be a multidisciplinary group of all stake holders including patients. 

During the "Compression School" session it was mentioned that allied health (non medics) are very important to deliver communication to patients. In this respect we are talking about concordance to compression. Professor Mosti talked about compression dynamics and everyday practice. He said "compared to elastic, inelastic material is significantly more effective in improving the impaired venous hemodynamics by reducing ambulatory venous hypertension through reducing/abolishing venous return and increasing venous pumping action". Compression by mild or strong pressure was the question...it depends on the clinical stage of the patient. Compression needs to be based on clinical indications. Bandages and adjustable compression wraps during the therapy phase (venous ulcer, post-procedures, superficial and deep vein thrombosis and lymphedema treatment) and stockings and adjustable compression wraps during maintenance phase (CEAP C0-C5, thromboprophylaxis, post-thrombotic syndrome, post-procedures, lymphedema long term)

Els Brouwer from medi presented on the issue with regards to compliance to compression and how this could be adjusted. Some of the challenges were that expectations of the professionals are too high and the ability of the patients often low, it is age dependant, and the emotional intelligence and circumstances of the patient has an impact. So she urged to educate and coach the patients towards self management. Also in self-applying compression (such as a velcro adjustable wrapping system). Some of the take away messages were it is not easy but knowledge of the compression and the condition increases concordance as poor concordance leads to recurrence (of wounds) and more infections. Activity and movement enhances healing (wound healing) and self management. There is a fear that compression would increase pain and sleeplessness. Obese patients are more likely to complain of constriction compared to normal weight patients. Josefin Damm from Presscise presented a new project with Sahlgrenska University Hospital of Sweden involving a development of an innovative compression sleeve for breast cancer-related arm lymphedema. It would have precise compression, fit all arm shapes, less sizes so there would be no need for custom made, it would maintain the pressure even after the swelling reduced. 

At the introduction of the session on "Fake News in Nutrition" the speaker said that 3 out of 10 patients in the hospital are malnourished and that there is evidence that clinical nutrition is not being enforced...not even in the medical institutions themselves. Urging to find out how to use nutrition/food rather than just feeding medications. There was a very interesting presentation on fasting and it's possible therapeutic capabilities. The speaker, L. Lucchin, distinguished between alternate fasting, caloric restriction, intermittent fasting, fasting mimicking diets and time restricted feeding. Fasting helps cells to multiply - regenerate, even after only 24 hours. He talked about birds migrating, fasting, yet not loosing muscle mass. There were many activities on a cellular level connected with fasting. For sports people intermittent fasting can help with the restoration. He also discussed the need to respect the biorhythm of the body. The liver needs to work at night, and our body is not adjusted to work at night. He urged us to listen to the internal clock. To consider fasting periods for a week every month or every other month. 

During the "Lymphedema" session the first speakers talked about standardisation of guidelines but also the need to individualise and personalise for each patient. There is a failure in the treatment as patients needs to be informed/educated. They might be looking for a cure (I.e. microsurgery) but lymphedema is a chronic condition and they should never leave CDT. Lee BB., from The George Washington University School of Medicine & Health Sciences said: we should learn from our mistakes. Not all lymphedema are the same. Stan Rockson said that data is clear that the use of CDT might reduce or negate soft tissue infection. But even with aggressive therapy the condition might progress. An important slide said that indeed secondary and primary lymphedema are as different as apple and orange in terms of its etiopathogensis and subsequently its clinical behavior including the response to the clinical management although they look like taking same clinical path as a chronic lymphedema.

The "Have a healthy lunch & meeting" session discussed the two cardiovascular appropriate diets, the Mediterranean and the DASH diet. In another presentation some of the key nutritional factors generating inflammation was discussed. These were wrong nutrition habits, degeneration of the Mediterranean diet, modern cereals and industrialised foods. They increase the chronic low-grade pro-inflammatory cellular processes which generate and perpetuate any edema condition. Edema generating foods are carbohydrates, salt, hydrogenated fats/trans omega 6 and 9, caffeine, theobromine, alcohol, dairies and cereals. (lumped together here). Also being overweight can have an impact as fat deposition recalls fluids, there is a dysfunction of the diaphragm and veno-lymphatic return etc. Foods which is "anti-edema" are anti-inflammatory and include proteins (eggs, grassfed meat), citrus fruits, kefir, omega 3, spices (turmeric, garlic, curry), bioflavonoids, inulin, colored berries/salads and olive derived foods (lignans).

With regards to new innovations in products the team from Presscise showed a new bandaging system which included a single use bandage and to add stiffness moldable patches. The bandage material is highly elastic, and is provided with longitudinal markings for correct overlap and transverse markings for correct amount of material for each turn around the leg. The markings function as a guide for how the bandage should be applied. 

A machine from the medical division of Muster & Dikson showed some very promising case studies with patients with long term lymphedema and skin issues. The machine uses lipolaser, radio frequency and ultrasound. In one case study the patient with lymphedema since 20 years and at stage 3 had significant reduction and skin improvement only after 8 sessions. 

Another technology was the carboxytherapy. Carboxytherapy refers to the cutaneous and subcutaneous administration of carbon dioxide gas [CO2] for therapeutic purposes. Little sterile needles are inserted in the skin and a machine delivers the gas. Recent studies have demonstrated the effect of subcutaneous CO2 therapy performed to improve local parameters of circulation, and to reduce localized adiposities. The therapy is also indicated for lymphedema patients.

Overall the meeting was very interesting to attend and It strengthened my belief that the lymphatic system is finally getting recognised as essential to our overall health, elevated to higher importance with dedicated guidelines, research into lymphatic diseases being carried out and new innovative products being trialled. My fellow patient and friend Anna Testa was invited to share her view as a lymphedema patient appealing for increased awareness, not only directed at the medical institutions, but urged patients to be inspired and empowered to take more informed decisions and better care of their lymphoedema. 

As we wait in anticipation for the publication of the LIMPRINT data, from the International Lymphoedema Framework, the impact chronic oedema has on the population and the health care systems will finally be demonstrated. If you are a patient I encourage you to join a national or international patient association/organisation and to make sure World Lymphedema Day (as campaigned by Lymphatic Education & Research Network) on March 6 is celebrated. Lymphoedema is a global problem, it does not discriminate and it is time we make sure our fellow patients does not suffer for years without a diagnosis or the correct treatment.-- 
texto:

Hoje às 9:45h (NY) 14:45h (Portugal) - Doenças Raras uma prioridade na Saúde Mundial

Vai realizar-se hoje, 21 fev 2019, nas Nações Unidas, em Nova Iorque, um evento sobre políticas Dia das Doenças Raras (o segundo evento de alto nível do Comité das ONG para as Doenças Raras). Assista online para ouvir debates sobre as medidas que estão a ser tomadas para tornar as doenças raras uma prioridade de saúde a nível mundial, tais como o apelo a uma resolução da ONU relativa às doenças raras. O evento excecional, que se realiza para assinalar a ocasião do Dia das Doenças Raras de 2019, é organizado pela EURORDIS, a Ågrenska e a Rare Diseases International.
integrado no

Durante o evento, o Comité das ONG para as Doenças Raras irá lançar um apelo:

  • À integração das doenças raras na próxima declaração política importante da ONU relativa à cobertura universal dos cuidados de saúde (CUCS), que deverá ser adotada no primeiro Encontro de Alto Nível de sempre da ONU sobre CUCS, durante a Assembleia Geral da ONU de setembro de 2019,

  • A uma Resolução da ONU sobre doenças raras.
Noticia total  no site da EURODIS onde se pode ver também o programa completo.

Alimentação Mediterrânica no Linfedema

Maria Palma Mateus,
nutricionista
docente da Escola Superior de Saúde
Universidade do Algarve
A nutrição pode contribuir para prevenção e/ou controlo dos fatores de risco associados ao desenvolvimento de Linfedema, nomeadamente, o controlo do peso corporal e do estado pró-inflamatório e pró-oxidante que parecem estar associados ao linfedema. 

A implementação de hábitos alimentares saudáveis que contribuam para promover a redução do peso, em caso de excesso de peso ou obesidade, ou para a sua manutenção, caso o peso esteja adequado, e que atenuem as situações inflamatórias e pró-oxidantes, pode ter um papel determinante na melhoria da sintomatologia associada a esta patologia. Nesse sentido, a intervenção nutricional mais adequada a esta situação clínica, será a adoção de uma dieta anti-inflamatória, rica em nutrientes com potencial anti-inflamatório e antioxidante e reduzida em alimentos pró-inflamatórios e promotores de stress oxidativo.

Um dos padrões alimentares mais estudados e que nos é muito próximo é a alimentação mediterrânica, associada à Dieta Mediterrânica (estilo de vida dos países que circundam o Mediterrâneo ou que por ele são influenciados, como é o caso de Portugal). É reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como um “forma de comer” saudável e sustentável, considerada como um importante fator preventivo de desenvolvimento de várias doenças e protetor da saúde humana.

Para este reconhecimento, contribuem em muito, as suas características nutricionais e propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.
A alimentação mediterrânica tem por base o consumo diversificado de produtos vegetais frescos, de produção local e da época. Promove o azeite como gordura principal e os preparados culinários simples como a sopa e a “comida de panela”, onde todos os ingredientes se reúnem em cru, ou se juntam a um refogado leve. 

As leguminosas como o feijão, o grão ou a ervilha estão presentes com regularidade bem como o pão de qualidade. Acompanha-se com água em todos os momentos e vinho, ocasionalmente, e de forma moderada, às refeições principais. 

Como praticar uma alimentação mediterrânica:

  • Faça no mínimo três refeições principais – pequeno-almoço, almoço e jantar, intercaladas com pequenos lanches, de modo a não estar mais de 3,5 horas sem comer. Fazer pequenas refeições a horas certas, várias vezes ao dia, ajuda a controlar a quantidade de alimentos que se consome a cada refeição.
  • Dê preferência a cereais pouco refinados como pão de mistura ou integral, arroz integral ou vaporizado, massas de trigo duro e couscous. Estes alimentos são excelentes fontes alimentares de amido (principal fonte de energia do organismo), fibra, vitaminas do complexo B e minerais (magnésio, fósforo, cálcio, ferro,…).
  • Consuma produtos hortícolas em abundância, de diferentes cores e texturas, ao almoço e ao jantar, na sopa e no prato, para garantir o aporte diário de fibra, de vitaminas, de minerais e de substâncias antioxidantes.
  • Consuma diariamente uma a duas peças de fruta. Faça da fruta a sua sobremesa preferida. Os produtos hortícolas e fruta são muito ricos em substâncias protetoras com elevado potencial.
  • Beba bastante água durante todo o dia. Em alternativa, beba infusões de ervas (tília, cidreira, camomila, lúcia-lima,…) ou chá sem açúcar. Outras bebidas não açucaradas e sopas com pouco sal e gordura constituem também excelentes formas de hidratação.
  • Dê preferência ao azeite para cozinhar e temperar os alimentos. Apesar de ser uma excelente gordura consuma com moderação dado o seu elevado valor calórico.
  • Evite o consumo de sal em excesso. Substitua o sal por ervas aromáticas (salsa, coentro, louro, tomilho, manjericão, orégãos,…), quantidades moderadas de especiarias (cravinho, noz-moscada, cominhos,…), cebola e alho. Não use sal de mesa e evite aperitivos salgados.
  • Inclua pequenas quantidades de azeitonas, nozes e amêndoas, figos secos, tremoço e sementes na sua alimentação diária. (Prefira estes alimentos com a menor quantidade possível de sal.) Ricos em gorduras insaturadas, proteína de origem vegetal, vitaminas, minerais e fibras. Em pequenas quantidades, podem constituir um lanche, em alternativa, a produtos alimentares ricos em gorduras saturadas e açúcar como os croissants, bolos e bolachas, entre outros.
  • Modere o consumo de vinho e/ou cerveja e faça-o apenas às refeições principais (1 copo pequeno, por dia, para as mulheres e 2 copos pequenos, por dia, para os homens). Evite o consumo de bebidas destiladas como aguardentes, licores e whisky.

  • Inclua nas refeições principais:
  • Pescado, duas ou mais vezes, por semana; carne de aves e coelho, duas vezes por semana; e ovos (dois a quatro, por semana) - inclui os ovos utilizados em preparações culinárias). Estes alimentos fornecem proteína de excelente qualidade com um baixo teor de gorduras saturadas. O pescado é ainda rico em ácidos gordos polinsaturados ómega 3, com propriedades anti-inflamatórias.
  • Leguminosas secas e frescas (feijão, grão-de-bico, lentilhas, chícharo, fava, ervilha), mais de duas vezes, por semana. Combine as leguminosas com cereais (arroz, massa, couscous,…) ou com batata/batata-doce, e obtenha uma excelente fonte de proteína vegetal com baixo teor em gordura.
  • Carnes vermelhas, reduza o seu consumo para uma a duas vezes por semana e carnes processadas (fiambre, enchidos, presunto e outros produtos de charcutaria) menos de uma vez por semana, e em pequenas quantidades. Estes alimentos apresentam um teor elevado em gorduras saturadas.


  • Pratique uma culinária rica em sabores e aromas e pobre em gorduras.
Prefira as sopas ricas em produtos hortícolas e leguminosas, os ensopados, os estufados, as caldeiradas e os assados com pouca gordura. Evite os refogados e os fritos. Poupe no sal e abuse na simplicidade e na variedade das suas refeições. Use a sua imaginação!

Redescubra as nossas tradições alimentares e pratique um estilo de vida saudável, faça refeições em família, conviva com os seus amigos à volta da mesa e seja ativo.


Nutricionista, 
docente no Curso de Dietética e Nutrição da Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve

Linfedema é noticia - #185 Algarve Informativo

Foi na edição do passado dia 12 de janeiro, da revista Algarve Informativo, que a Primeira Reunião no Algarve sobre linfedema  voltou a ser noticia. A leitura de todo artigo sobre o evento pode ser feita aqui.

O Algarve Informativo é uma revista semanal e o número 185 está disponível on line (o artigo sobre o evento que aconteceu em Faro encontra-se nas páginas 106 a 111)