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Falando sobre moda
Para quem tem linfedema, ou lipedema, sabe que moda é algo que não é fácil de aplicar.
| "os sapatos da minha avó" muito confortáveis, acrescento J |
Não perco tempo a olhar para montras, sei que não têm resposta para mim. E, quando encontro algo que seja minimamente aceitável decido, no caso dos sapatos, comprar logo mais de um par (apliquei mal o tempo verbal... deveria ter dito "decidia comprar"... faz já muito tempo que uso os meus Louboutin ou, como também designo os sapatos que calço, "os sapatos da minha avó", é assim que carinhosamente defino o modelo que já a minha avó usava e que, sem dúvida, é um excelente avanço na minha moda... cheguei a usar, de inverno e de verão, os sapatos pós cirúrgicos.
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| jeans do estilista Jacob Cohen |
Não são só os designers de moda italianos que dão soluções em vestuário inclusivo. Ao conversar com o Prof Miguel Ângelo Carvalho, Universidade do Minho, fui agradavelmente surpreendida com o projeto em que está envolvido, o da adaptação de jeans às funções do dia a dia, evitando assim problemas circulatórios...
O nome da Universidade do Minho é ainda uma referência no projeto que também tem o nome do engenheiro têxtil Miguel Ângelo Carvalho, quando se fala de vestuário inclusivo (para acamados ou pessoas com mobilidade em cadeira de rodas).
Para que visualizem o que aqui refiro, à margem das soluções para o linfedema e lipedema, deixo os link's que têm um cunho de Portugal: o do projecto das jeans (FYT) e o do vestuário inclusivo (we adapt).
SMOVEY® o versátil aparelho de exercício para todas as idades
Benefícios de praticar exercício com Smovey® em patologias como o Linfedema e o Lipedema
Os músculos e as articulações que não são usados ficam deteriorados.
Em todas as patologias crónicas um dos pilares para se alcançar e manter o bem-estar é, sem dúvida, a prática, de preferência, diária de exercício físico, quer seja em casa, com um grupo, ou no exterior.
Pequenos movimentos regularmente executados libertam os espasmos das articulações, dos ligamentos e dos músculos. Com a prática diária de exercício, activam-se os sistemas circulatório e linfático e a estimulação senso-motora mantêm-nos leves, ligeiros e em forma.
Normalmente todos temos o hábito de utilizar uma série limitada de movimentos corporais que dificilmente exploram a capacidade que o corpo tem de alcançar mais alto/mais acima e de mais rotação. Como não exploramos as máximas capacidades físicas que as nossas articulações permitem, as nossas cápsulas articulares encolhem, diminuindo ainda mais os nossos movimentos. Para compensar esta diminuição de mobilidade adquirem-se padrões de movimentos ou de trabalho manual errados o que resulta numa maior perda de flexibilidade do nosso sistema locomotor.
No caso do linfedema secundário, devido à existência de cicatrizes, aderências e, por vezes, de dor, é muito importante começar-se por exercícios suaves e equilibrados para que, dentro do possível, se consiga alcançar por completo o padrão de movimentos habitual.
Ao executar-se, suavemente, movimentos balanceados até se alcançar a posição máxima permitida pela nossa articulação, o nosso corpo consegue melhorar rapidamente a sua liberdade de movimentos.
Através da prática regular de exercícios com os smovey, treina-se a ressonância bilateral dos braços e a velocidade dos anéis vibratórios activa quase todos os músculos e articulações do corpo, levando à estabilização e equilíbrio de todo o corpo.
O exercício com o smovey pode ser desenhado individualmente. Intensifica a activação do fluido linfático, a mobilização da circulação e das articulações e, simultaneamente, treina os músculos e melhora o estado geral.
Na associação do lipedema com excesso de peso, muitas vezes se verifica uma severa redução na capacidade de movimento. Nestes casos ainda é mais importante a existência de um instrumento com capacidade para aumentar o ritmo cardíaco e o sistema circulatório, sem exigir em demasia que se esteja de pé ou a caminhar. Conseguir eliminar calorias armazenadas de forma divertida e segura é também muito importante.
Não é necessário ir ao ginásio. O exercício com smovey pode ser praticado num parque, no jardim, na sala de estar etc.
O Smovey é muito divertido para praticar sozinho ou em grupo e as pessoas ficam surpreendidas com o que este pequeno aparelho pode alcançar e proporcionar.
Acrescido ao exercício habitual, a prática de smovey pode também ser uma mais valia para os desportistas.
É também de recordar o efeito que produz o lançamento dos anéis vibratórios sobre os músculos doridos.
Texto de Monika Willkinson
Fisioterapeuta
Fisioterapeuta
smovey coach
tradução: Fernanda Aboim Chaves
Linfedema e Treino de Resistência Muscular
“A solução tanto para a permanência como para o alcance é pegar em algo na sua vida que pode controlar e começar a agir nesse sentido. À medida que for fazendo, algumas das suas crenças limitativas vão desaparecer.”
Anthony Robbins
O desenvolvimento ou agravamento do linfedema é uma grande preocupação das mulheres com cancro da mama e essa preocupação limita a realização de atividade física e, principalmente, a realização de exercícios de resistência para ganho de força muscular.
As recomendações que são dadas para a prevenção do desenvolvimento do linfedema muitas vezes entram em confronto com a prática de atividade física, principalmente no que toca ao “carregar pesos” e às cargas mínimas recomendadas.
Acontece que, “carregar pesos” no dia-a-dia, muitas vezes de uma forma inadequada ou mantida é diferente de realizar um programa de exercícios com treino de resistência para ganho de força.
As recomendações para prevenção que são dadas, tornam-se generalistas, pouco adaptadas e é
certo que ainda não se sabe ao certo porque é que há pessoas que desenvolvem linfedema mesmo tendo todos esses “cuidados” e pessoas que, tendo ou não esse tipo de precauções, não desenvolvem linfedema.
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| Ft Sara Rosado com Adelaide de Sousa no programa Faz Sentido |
Agora, o que nos diz a evidência científica recente sobre o risco de desenvolver linfedema no cancro da mama e a realização de um treino de resistência para ganho de força muscular?
Foi recentemente publicada (2016) uma revisão sistemática (tipo de investigação científica que reúne criteriosamente vários estudos originais, sintetizando os resultados e avaliando criticamente a sua qualidade através de estratégias que limitam vieses e erros aleatórios) que teve como objetivos:
1. Sumarizar os resultados de RCT’s (estudos randomizados controlados) recentes que investigaram o efeito dos exercícios de resistência em pessoas com cancro da mama, com linfedema ou com risco de desenvolver.
2. Determinar se os sobreviventes ao cancro da mama conseguem realizar um treino com exercícios de resistência com intensidade suficiente para causar ganhos a nível da força muscular sem haver um agravamento ou surgimento do linfedema associado ao cancro da mama.
Resultados: Esta revisão incluiu seis estudos randomizados controlados, envolvendo 805 sobreviventes ao cancro da mama. Os estudos incluídos vão de encontro aos objetivos desta revisão e aos critérios de inclusão, apresentando uma boa qualidade metodológica (aproximadamente 7 em 10 na PEDro scale).
Os resultados desta revisão indicam que os sobreviventes ao cancro de mama podem realizar exercício de resistência a intensidades suficientemente altas para provocar ganhos de força muscular sem desencadear alterações no estado do linfedema.
Conclusão: Evidência forte indica que os exercícios de resistência produzem ganhos significativos na força muscular sem desencadearem linfedema associado ao cancro da mama.
Texto de fisioterapeuta Sara Rosado, adaptado do artigo: Nelson NL. Breast Cancer – Related Lymphedema and Resistance Exercise: A Systematic Review. J Strength Cond Res. 2016.
A evidência científica tem-nos demonstrado a importância do exercício durante e após os tratamentos para o cancro da mama e tem vindo a dar relevância à questão do linfedema, indicando que mesmo o exercício de resistência não demonstra ter um impacto negativo neste problema e que ainda se pode ter ganhos significativos na força muscular.
Se fez esvaziamento ganglionar axilar, tem risco de desenvolver linfedema e isso poderá acontecer, no entanto, não há uma relação entre a realização de exercício físico e a incidência do linfedema.
Atenção, os programas de exercício físico devem ser rigorosamente adaptados à pessoa, à sua condição física e clínica. Um programa de exercício físico mal elaborado e mal executado aumenta o risco de lesões ou agravamento de outros parâmetros clínicos, tal como em indivíduos sem doença oncológica.
“Por trás de tudo o que pensamos, vive aquilo em que acreditamos, como supremo véu dos nossos espíritos.”
António Machado
Às vezes é preciso desmistificar, reavaliar crenças, duvidar, questionar e selecionar criteriosamente a fonte de informação.
A sua saúde também está nas suas mãos!
Fisioterapeuta Sara Rosado
fonte:
Kathy Bates um rosto do Linfedema
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| imagem daqui |
Kathy Bates sofre de linfedema secundário, pós dupla mastectomia, e tem vindo a ser um rosto para a causa do linfedema, colaborando activamente em várias campanhas.
É Kathy Bates que personaliza o apelo na petição que está a decorrer para o "Dia Internacional do Linfedema".
"Precisamos de estar unidos e educar o mundo sobre o Linfedema" (sic)
Num dos vídeos do canal da Lymphatic Education Research Network, abaixo, Kathy Bates inúmera (a partir do minuto 4,03") durante a "NIH Conference in Washington, DC", muitos dos problemas que as pessoas, que sofrem de linfedema, têm de enfrentar diariamente e que a atriz foi descobrindo depois de se aperceber que "o cancro de mama é apenas uma ponta do iceberg".
Linfedema em entrevista - a realidade na Galiza
Em 2013, o Presidente da Associação Galega de Linfedema deu, no âmbito do dia do linfedema, uma entrevista que continua actual, nos dias de hoje.
Nesta entrevista, Juan Lameiro, portador de linfedema primário nos membros inferior, realça a realidade na Galiza estabelece um parelelo com a respostas existentes noutros países e refere a importância de uma resposta multidisciplinar no tratamento do linfedema, colocando ênfase na importância prevenção das situações de risco. A necessidade de Unidades direccionadas para as patologias linfáticas é um dos pontos que se pode ouvir na entrevista, que se pode ver abaixo.
Juan Lameiro, Presidente da Asociacón Galega de Linfedema, escreveu uma carta a título pessoal que pode ser lida no Limphema People
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